Até onde o “bom o suficiente” é suficiente?

Com que frequência você diz: Eu fiz um trabalho bom o bastante, e segue em frente? Se você é como …

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Com que frequência você diz: Eu fiz um trabalho bom o bastante, e segue em frente?

Se você é como eu, essa é a história da minha vida. Começou quando eu estava na escola. Eu não ligava para minhas notas. Eu só queria terminar as coisas e seguir em frente.

Eu sempre disse, “ninguém liga para minhas notas.” E eu acreditava que na “vida real” ninguém olharia para seus boletins de anos atrás. E de fato, isso é verdade. Além dos meus pais, ninguém nunca olhou minhas notas — nem do ensino médio, nem da faculdade.

Isso não significa que ninguém olhe suas notas; alguns chefes levam notas muito a sério. Mas não existem muitas profissões que requerem notas altas.

Se você quer entrar em escritórios de advocacia específicos, claro, você precisa de notas altas, até mesmo para ser considerado para a vaga. Mas eu não queria ser um advogado, contador, nem nenhuma outra profissão que requer notas altas.

Enquanto eu não tinha nada para provar para os outros, eu esqueci de alguém que fez de tudo por mim: eu mesmo.

“Nada pode te trazer paz a não ser você mesmo. Nada pode te trazer paz a não ser o triunfo de princípios.”

― Ralph Waldo Emerson

Você não vai para a escola pelas outras pessoas. Você não trabalha pelas outras pessoas. Mas só pensamos nos fatores externos. Nós pensamos nas escolas em que queremos ser aceitos e nas companhias para as quais queremos trabalhar.

Nós pensamos no que queremos dizer para as pessoas quando elas perguntarem, “o que você faz?”

E tudo isso é ótimo, mas não importa. Você não vive pelas outras pessoas. Você vive por você mesmo. Então por que não dar o seu melhor — exclusivamente por você mesmo?

Eu não entendi esse conceito por anos. Eu não me arrependo de muitas coisas na vida, mas eis uma coisa da qual me arrependo: Ficar de bobeira por tanto tempo.

Na escola, eu só queria passar nas matérias — só queria jogar basquete e pegar meninas. “Bom o bastante”, era realmente bom o bastante para mim.

Eu pensava, “qual é a moral?” Bem, seu idiota; a moral é VOCÊ. Mas infelizmente, eu não tenho um Delorean que me leve de volta ao passado para eu dizer isso a mim mesmo.

Que tipo de coisas você faz que são apenas boas o bastante?

  • Seu trabalho?
  • Seu relacionamento?
  • Sua educação?
  • Sua saúde?
  • Sua vida?

Veja bem, na civilização moderna, nós vivemos com outras pessoas. E frequentemente, as pessoas te dizem o que fazer. Seu professor, chefe, mãe, pai, esposa, todos provavelmente tem algo a te dizer. E às vezes, você não gosta disso.

Mas eis a questão: Você não está fazendo essas coisas por eles. Você faz as coisas por si mesmo. Pelo seu desenvolvimento pessoal e pela sua qualidade de vida.

Mas quando você está no centro disso, você não consegue enxergar.

Todos já passamos por isso; você tem um trabalho ruim e não faz o seu melhor. Acredite em mim, eu já passei por isso. Mas eu estava errado.

Qual é a moral? Você não está ajudando ninguém colocando um esforço mínimo — somente pelo pagamento.

“Eu odeio meu chefe e a empresa. Eu vou apenas bater ponto. Dane-se eles.” Eu costumo ouvir muito isso de pessoas que não gostam dos seus empregos.

Também vejo muitas pessoas desempregadas que não querem trabalhar de graça. Se você está desempregado há muito tempo, você não está ajudando ninguém. Então não custa nada trabalhar de graça. Os dois lados ganham. Faça o que for necessário.

E quanto a relacionamentos “bons o bastante”? Eu não tenho 16 anos; a vida não é um filme romântico. Você e sua parceira não vão estar apaixonados com a mesma intensidade para sempre e morrer na mesma hora quando estiverem velhos, enquanto ficam de mãos dadas como em O Diário De Uma Paixão.

Mas vamos lá, com que frequência os relacionamentos acabam de forma sadia? Claro, existem vários motivos para um relacionamento terminar mal. Mas um dos maiores motivos é uma doença chamada “bom o bastante”.

Dar flores para sua mulher sem nenhum ocasião especial? “Hmm, tudo está bem, eu prefiro ir para casa e assistir um episódio de Game of Thrones.” Preguiçoso maldito.

Chega de bom o bastante.

  • O relatório que precisa escrever.
  • As pessoas que você está liderando.
  • O produto que está construindo.
  • O livro que está escrevendo.
  • As crianças que está criando.
  • A estratégia que está criando.
  • O exame que está fazendo.
  • O aplicativo que está construindo.
  • A conversa desconfortável que está tendo.

Eu acho que Jony Ive, designer de vários produtos da Apple, incluindo o MacBook Pro, MacBook Air, iPhone, iPad e Apple Watch, diz isso melhor:

“Se não é bom o bastante, pare de fazer.”

É uma regra simples para se deixar guiar. Se não é bom o bastante, pare. Pense em como pode fazer um bom trabalho. E então: Não pare até que tenha feito um trabalho incrível.

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