Um Jeito Melhor De Comparar A Si Mesmo

Comparar o seu trabalho ou suas habilidades com as de outra pessoa pode não ser produtivo e pode ser uma …

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Comparar o seu trabalho ou suas habilidades com as de outra pessoa pode não ser produtivo e pode ser uma atividade auto-destrutiva. Mesmo assim nos comparamos o tempo inteiro.

Na minha própria experiência, parece que todos os dias eu quero comparar meu trabalho com os daqueles que admiro. Mesmo agora, com uma década de carreira, ainda encontro pessoas fazendo alguma coisa que eu queria fazer tão bem quanto aquela pessoa.

Esses tipos de comparações podem frequentemente te deixar desmotivado e desencorajado, com medo de um futuro aparentemente minguante, completamente privado de avançar. Quando quero me comparar com alguém eu sinto que seria melhor assistir TV ou jogar vídeo game do que fazer qualquer outra coisa, pois por que deveria tentar? Eu jamais conseguiria fazer o que aqueles que admiro conseguem.

Felizmente há um jeito melhor de se comparar com os outros. Um que é muito mais produtivo e saudável.

Ele se resume a cinco coisas: a aparência de algo não é tudo, você precisa ser honesto consigo mesmo e sobre suas motivações, o jeito de seguir em frente é ser insaciavelmente curioso quanto ao trabalho, sempre faça suas próprias coisas, e crescimento necessita de esforço.

Como comparar a si mesmo?

Lembre-se que as aparências nunca são tudo

A parte mais desafiadora em qualquer esforço costuma acontecer nos bastidores, invisível para qualquer um que não trabalhou naquilo.

Quando você encontra algo que faz você querer se comparar—algo que te faz questionar seu próprio trabalho ou habilidades—é bom lembrar a si mesmo que muito do trabalho acontece nos bastidores.

Existe uma parábola muito famosa sobre isso:

O célebre pintor espanhol Pablo Picasso fazia um esboço em um parque durante a tarde quando uma mulher que estava passando o reconhece imediatamente. Ela implora que Picasso faça seu retrato e ele aceita. Depois de alguns minutos, ele entrega para a mulher um desenho que captura lindamente a sua imagem. A mulher fica muito feliz com a arte.

Quando ela pergunta quanto deve a ele pelo trabalho, Picasso responde dizendo que o quadro custaria algo por volta de $5000 (pegar ou largar). A mulher está indignada. Está enfurecida. Ela pergunta para Picasso como um desenho que levou apenas cinco minutos para criar pode custar tanto.

Picasso respondeu:

“Levou minha vida inteira para eu ser capaz de criar este trabalho em cinco minutos.”

Seja honesto sobre suas motivações

Quando você não sabe quais são suas motivações ou o que você está tentando conquistar em determinado ponto da sua carreira, você é facilmente desencorajado ou impossibilitado pelas comparações.

Outra forma de pensar nisso: se você não está caminhando em direção a algo específico, é mais fácil simplesmente não correr, ou sair correndo na direção errada. Você precisa de motivações claras para fazer progresso na direção correta. E para fazer isso, você primeiro precisa saber onde você está e onde quer chegar.

Quando quero me comparar com alguém que realmente admiro, eu costumo medir onde estou e onde eles estão como método de direcionar meu próximo passo; sem temer não conseguir fazer o mesmo trabalho. Que habilidades podem ter ajudado eles e estão me faltando? Existe algum tipo de trabalho específico que eu deveria estar buscando? Existem detalhes no trabalho que preciso focar em aprender a fazer bem?

Eis um pouco de sabedoria de Dalai Lama sobre motivação e ansiedade:

“Ter a motivação certa e honestidade são chaves para superar o medo ou a ansiedade. Não temer e ser honesto em sua autoavaliação pode ser uma arma poderosa contra dúvidas ou falta de autoconfiança.”

Identificar a brecha—de experiência, conhecimento, ou habilidade—é importante, mas somente se for algo necessário para ir de onde você está até onde você quer chegar. O restante é apenas besteira.

Se você não tem certeza sobre onde quer estar, é mais fácil ser desencorajado por qualquer coisa que você encontre no caminho. Mas quando suas motivações são claras, as coisas que te desencorajam se tornam apenas sinais em direção de onde você precisa ir a seguir.

Seja insaciavelmente curioso sobre o trabalho

Uma vez que você identificar a brecha onde você está (ou do que você é capaz) e onde você quer ir, você precisa ser muito—insaciavelmente, ridiculamente—curioso sobre o que tem dentro dessa brecha.

Quando nos comparamos com os outros, costumamos falhar em olhar mais fundo do que apenas na superfície das coisas que você está comparando. Mas, como você deve lembrar, a aparência das coisas raramente é tudo. Você precisar ir mais fundo na brecha para realmente identificar o que está entre você e seu trabalho e eles e o trabalho deles.

Para descobrir o que está na brecha você precisa simplesmente passar um pouco de tempo pensando de forma mais profunda nisso, fazendo perguntas, falando disso com outras pessoas, e então experimentando e testando.

No livro Elon Musk – Como o Ceo Bilionário da Spacex e da Tesla Está Moldando Nosso Futuro, a autora Ashlee Vance explica como Elon Musk usa sua imensa curiosidade para sugar conhecimento e introspecção de especialistas em áreas que ele tem pouco ou nenhum conhecimento ou experiência.

“‘De início pensei que ele estava me desafiando para ver se eu sabia sobre minha área,’ disse Kevin Brogan, um dos primeiros engenheiros na Space X, disse para Ashlee. ‘Então percebi que ele estava tentando aprender coisas. Ele faz perguntas até aprender 90% do que você sabe.’”

Ativamente perseguindo seu desejo de entender melhor coisas que ele tem pouca ou nenhuma informação, Elon tem sido capaz de fazer coisas como lançar uma plataforma online de pagamentos à se tornar a voz que lidera o negócio de veículos elétricos, exploração no espaço, e ciência de foguetes.

Você pode usar a curiosidade e o poder das perguntas para ajudar a preencher a brecha. Seja proativo, alcance aqueles que você admira ou que te inspiram, pergunte a eles como eles fizeram o que fizeram ou lições que eles aprenderam ao longo do caminho. Mergulhe no trabalho e foque nos detalhes dele. Realmente conheça o trabalho ou o porquê parece diferente do seu. Mas lembre-se…

Sempre faça o seu próprio trabalho

Seu objetivo nunca deve ser se tornar outra pessoa. Seu objetivo deve ser se tornar você, a versão única de si mesmo que produz um trabalho que só você consegue. Sempre haverá sutilezas no seu trabalho que refletem sua experiência, paixão, e perspectiva; abrace suas nuances.

É claro que a brecha entre você e o seu trabalho e aqueles que te inspiram é preenchível, mas somente de formas que você consiga preencher. No final daquela brecha não está outra versão da pessoa ou trabalho que te inspira, está uma versão do seu próprio trabalho/perspectivas/habilidades de mesmo nível.

Aqui está o conselho do autor/artista Austin Kleon sobre como fazer seu próprio trabalho:

“Da próxima vez que você encontrar o trabalho de alguém e não tiver certeza exata de como eles fizeram… Olhe mais de perto. Escute com mais atenção. E depois use a sua imaginação e experimente as ferramentas que você tem. Sua má aproximação o levará a algo de sua própria autoria. ”

Lembre-se que crescer exige esforço

Eu sinto que a escritora Jocelyn K. Glei fala isso de uma forma melhor: “Se tudo fosse fácil, nada teria significado.”

Não há atalhos: o melhor jeito de crescer e de preencher a brecha é ir atrás. Sempre que você sentir medo e achar que não tem o que precisa para fazer um bom trabalho, lembre-se que tudo que você precisa é ir atrás.

Criticar a si mesmo ou se sentir desmotivado não vai te ajudar a melhorar. Trabalhar é o jeito de melhorar, nada aprimora se você não faz algo a respeito disso. Enquanto quando você identificar uma brecha e começar a se aprofundar nela, lembre-se que o que vem depois é o que muitas pessoas gostam de imaginar que não existe: a prática diligente, a exploração, testes, o suor (e às vezes lágrimas).

O fundador da companhia Virgin Records/Airlines/Galactic, Richard Branson disse:

“Coisas difíceis de serem conquistadas são mais valiosas do que aquelas que vem facilmente.”

Nada disso é fácil, mas é exatamente isso que torna tudo valioso.

Quando você lembra de tudo explicado acima, se comparar com aqueles que você admira se torna um exercício de crescimento e oportunidade, não de ansiedade e fracasso.

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