20 Perguntas Que Podem Transformar Sua Vida

A partir de agora, convido você a desligar sua censura porque neste post nós vamos mergulhar em 20 Perguntas extremamente …

Compartilhe

A partir de agora, convido você a desligar sua censura porque neste post nós vamos mergulhar em 20 Perguntas extremamente profundas que podem mudar a direção da sua vida.

“Prefira aquele que reconhece sua própria ignorância, mas sabe perguntar, ao arrogante que acredita saber tudo.”

Bernardo Bessler

Einstein dizia que “a coisa mais importante é não parar de fazer perguntas” porque “a curiosidade tem sua própria razão de existir.”

E nada molda a nossa viagem através da vida tanto quanto as perguntas que fazemos.

Antes de mais nada, parabéns de verdade por se interessar por este tipo de conteúdo.

Só por estar aqui lendo este post eu já sei que você é uma dessas poucas pessoas que possui não só a capacidade de refletir, mas também a vontade de evoluir.

Você que está lendo este post é um bicho diferente, não to dizendo que é melhor ou pior. Só diferente e provavelmente mais consciente do que a maioria ao seu redor.

E se você quer se tornar ainda mais consciênte nada melhor que uma boa pergunta para refletir… ou melhor, 20 perguntas que podem transformar sua vida.

Vamos lá…

1. O que eu realmente quero?

É bem provável que você teria respondido ser feliz, mas no post O Poder De Fazer Perguntas | Vida Lendária você descobriu que a felicidade em si não deve ser uma busca e sim o processo que a gera, portanto talvez você não tenha respondido ser feliz.

Reflita: o que você realmente quer?

Se pergunte em voz alta: o que eu realmente quero?

E neste contexto deixe esse questionamento ser abrangente.

Ou seja, o que você quer da vida?

Essa foi a primeira das nossas 20 perguntas.

2. Quem sou eu?

E não venha me respondendo com seu nome, sua profissão ou que pai ou mãe da fulana, esposa ou esposo da ciclana.

No episódio #002 Quem é Você? do podcast Vida Lendária eu te mostrei que isso são apenas rótulos e não quem você realmente é.

Quem é a pessoa que se esconde por trás destes rótulos?

Se você escutou o episódio #002 você vai lembrar da seguinte frase:

“Eu não sou quem eu penso que sou, o que eu penso é quem eu sou.”

Você é um fluxo de ideias, normalmente as mesmas que são recontadas inúmeras vezes, ao ponto que você começa acreditar nelas.

Que histórias são essas?

Depois de responder para si mesmo, você pode prosseguir para a 3ª das 20 perguntas:

3. Quais são meus valores?

Eu conheço poucas pessoas conscientes de seus valores, mas são os valores que guiam suas ações e por consequência todos seus resultados.

Os valores são um dos principais conjuntos de regras que nos ajudam a navegador na vida e nós somos em grande parte consequência deles.

Os valores moldam nossa perspectiva sobre os fatos e ajudam a fortalecer as ideias que contamos para nós mesmos.

Então é fundamental você estar consciente dos seus valores e entender a consequência deles.

Por isso, até você descobrir eles se pergunte frequentemente:

Quais são os meus valores?

O que eu valorizo em um relacionamento?

E no meu no meu trabalho?

O que eu valorizo na vida?

E então vamos para a 4ª das 20 perguntas…

4. Quais histórias eu venho contando para mim mesmo?

Diversas pesquisas demostram que nós temos mais de 50.000 pensamentos em um único dia, sendo que mais de 50% deles são negativos e mais de 90% deles são repetidos do dia anterior.

Somos praticamente um eco de ontem, um eco negativo.

Essas histórias reforçam continuamente aquilo que valorizamos, além de ditarem nosso nível de felicidade.

De acordo com o grande imperador romano Marco Aurélio:

“A felicidade da vida depende da qualidade de nossos pensamentos.”

E é importante você conheça quais são essas histórias que você se conta continuamente.

Chegamos na quinta das 20 perguntas:

5. Por que e de que forma eu estou me enganando? (25% – 20 Perguntas)

Mas e se você estiver errado?

E se sua timidez no fundo é apenas um medo de não ser aceito?

E caso sua timidez talvez seja apenas a ausência de habilidades sociais?

Apesar de tudo, e se sua timidez for apenas uma insegurança com sua auto imagem?

Você já entendeu que de alguma forma está se enganando pelas histórias que conta para si mesmo. 

Em grande parte causado pelo que a ciência cognitiva e a psicologia social chama de raciocínio motivado.

Eu poderia fazer um episódio inteiro só falando sobre esse fenômeno.

Mas em resumo é um fenômeno onde nossas motivações inconscientes, nossos medos, nossos desejos, mudam a forma como interpretamos a informação.

Ao ponto que algumas informações e ideias externas podem ser vistas como aliadas, são ideias e informações que nós queremos compartilhar, que queremos defender e queremos que vençam.

Já informações e ideias diferentes são tratadas como inimigas e nós queremos evitá-las, muitas vezes até mesmo destruí-las.

Um exemplo claro é na política.

Quem tem um posicionamento X não irá escutar quem tem um posicionamento Y, mesmo que o que a pessoa de posicionamento Y está falando é relevante para o bem comum de todos.

Isso acontece porque você está altamente motivado a encontrar motivos pelo qual seu adversário está errado.

Nosso julgamento é fortemente influenciado, inconscientemente, para qual lado nós queremos que vença.

E isso forma como lidamos com nossa saúde, nossa educação, em quem votamos, o que consideramos justo ou ético.

E o que é mais assustador, é que isso tudo acontece sem percebermos, é inconsciente.

Também nos leva para a próxima das 20 perguntas…

6. O que eu deveria estar fazendo?

Sinceramente a maioria de nós sabe o que tem que fazer, mas não faz.

Você sabe que precisa aprender inglês, mas não estuda.

Que precisa emagrecer, mas não cuida da alimentação nem pratica exercícios.

Também que precisa dar mais atenção pra família, mas se enfia cada vez em mais trabalho.

E que deveria ler mais, mas ao invés de ler fica assistindo Netflix.

Por isso essa é a pergunta que eu quero que você se faça.

O que eu deveria estar fazendo?

Eu não estou dizendo agora.

Agora a melhor coisa que você pode fazer é continuar lendo este post, estamos na pergunta 6, ainda faltam 14 pra você.

Mas o que você deveria estar fazendo no seu dia a dia.

E estenda essa pergunta para “o que você deveria estar fazendo mais?”

Talvez você já se exercita, mas poderia se exercitar mais, ler mais, estudar mais, descansar mais, aproveitar mais.

Deixe extremamente claro o que você precisa ou deve fazer.

Após ter respondido essa, vamos para a 7ª das 20 perguntas:

7. Se eu continuar ______ como eu vou estar em X anos?

As coisas mais importantes da vida seguem o efeito composto, ou seja, elas precisam ser feitas aos poucos e você só consegue ver o resultado daqui algum tempo, não tem efeito imediato.

Por exemplo: ter um relacionamento verdadeiro e profundo, ter corpo saudável e bonito, construir um estilo de vida, conquistar independência financeira através de investimentos sólidos.

Tudo isso leva tempo.

E se você não começar hoje, você provavelmente se arrependerá daqui 6 meses, 1 ano, 5 anos.

Te garanto que tem muita coisa que você pensa:

“Puts, por que eu não comecei isso antes?”

Você está fazendo a pergunta errada. O tempo que passou não volta mais.

Não adianta ficar perguntando pro seu eu do passado.

Faça a pergunta do seu eu do futuro.

Tente se ver daqui 6 meses, 1 ano, 5 anos e se pergunte, o que eu gostaria de ter começado?

Essa pergunta me ajudou a consolidar vários comportamentos que geraram juros compostos, alguns literalmente.

8. Por que estou fazendo isso?

Quando você responder a pergunta 6, você vai notar que uma lista como:

  • Aprender Inglês;
  • Ler;
  • Meditar;
  • Emagrecer;
  • Estudar;
  • Tirar aquele projeto da gaveta.

Agora sabe porque você tem dificuldade para fazer as coisas que você sabe que deveria estar fazendo?

Por que o seu porquê não é forte o bastante para te mover.

Sabe porque você não tira sua bunda do sofá pra fazer o que tem que ser feito?

Porque o seu motivo para fazer é tão fraco que não te gera emoção.

A palavra emoção deriva das palavras latinas ex + movére, que significam “mover para fora”. Ou seja, de dentro pra fora.

Então se seu porque não te emociona, você simplesmente não vai fazer, por que isso não te emociona e sem emoção você não age.

Após responder, você pode prosseguir para 9ª das 20 perguntas:

9. O que mais importa na minha vida?

Essa pergunta a primeira impressão é fácil de responder, mas o segredo dela está na priorização.

Por exemplo, talvez você diga que o mais importante na sua vida é sua esposa e seus filhos.

Isso acima de tudo.

Mas então por que você dá mais atenção para o seu trabalho do que para sua esposa ou esposo?

Talvez você sinta que eu estou atirando pedra, mais saiba que eu vos falo também sou pecador e digno desta pedrada.

Tendemos naturalmente a valorizar o que é escasso e a desvalorizar o que é acessível.

Talvez você não dê tanta atenção mesmo considerando importante, porque acredita que estará ali, disponível para você quando precisar.

Mas não é assim que funciona, já vi pais arrependidos de terem perdido a infância de seus filhos pela ilusão de estarem trabalhando insanamente pelo bem dos seus filhos, já vi casamentos e namoros acabarem por desculpas muito boas pela qual uma das partes precisava se dedicar muito em sua carreira ou trabalho.

10. O que eu estou tomando como garantido? (50% – 20 Perguntas)

Essa pergunta eu comecei a fazer só recentemente, mas gostaria de ter começado a fazer ela antes.

Se você achar mais fácil você pode se perguntar:

O que eu não dou o devido valor por ter como certo, como garantido?

O que eu não tenho valorizado tanto como eu deveria?

Essa pergunta vai te ajudar a despertar duas forças de felicidade:

A consciência de onde você deve colocar mais energia e se você colocar energia isso te trará mais felicidade no momento presente e também através das lembranças no seu momento futuro.

E te gerará gratidão, pois você automaticamente estará sendo grato pelo que possui.

Eu conheço muitos empresários que tem a saúde como garantida, eles fazem longas jornadas de trabalho, com a coluna toda torta, se alimentando mal e ainda sem fazer qualquer tipo de exercício.

E por mais que alguns deles tenham muito dinheiro, este dinheiro não compra um corpo novo e saudável para eles.

A saúde é um ativo que segue a lei do efeito composto, você não pode se alimentar, fazer exercício e sentar com a postura correta durante um dia e passar os outros 364 dias do ano fazendo errado e esperar que este um dia sirva para consertar todo resto.

Nós somos resultados da média das nossas ações ao longo do tempo.

Se você em média gerencia bem suas finanças, não é um mal investindo ou uma escorregada nos gastos que vai te fazer quebrar, pois você vai estar preparado para isso com seus investimentos bem diversificados.

Se você cuida bem do seu casamento não é um dia que você trabalhou até mais tarde que fará seu casamento acabar.

As coisas mais valiosas da vida são acessíveis a todos, mas não é por isso que elas são menos valiosas.

11. O que eu acredito que preciso para ser feliz?

Note que a pergunta não é:

O que eu preciso para ser feliz?

A pergunta é:

O que eu acredito que preciso para ser feliz?

Essa mudança é sutil, mas ela é extremamente importante.

Mas por que, Alan?

Porque a verdade nua e crua é que o que você precisa para ser feliz você já tem.

Agora o que você ACREDITA que precisa para ser feliz, isso você não tem.

E é exatamente por acreditar que você precisa disso para ser feliz que você vai discordar de mim que você já tem o que precisa para ser feliz.

Mas então o que é isso?

O que você acredita que precisa para ser feliz?

Eu não conheço uma pessoa que não deseja ser feliz, mesmo aquelas que dizem que não merecem a felicidade, no fundo é felicidade que elas desejam.

Mas eu conheço pouquíssimas pessoas que sabem o que as deixam felizes.

12. Quais são meus medos?

Se pergunte:

O que me incomoda e às vezes até tira meu sono ou minha paz?

Todos nós temos medos, agora, você conhece os seus?

O medo nada mais é do que uma antecipação de um futuro indesejado.

Ou seja, você vivenciar no presente o acontecimento de um futuro que você não deseja.

Quando você tem medo de aranha por exemplo, o medo é da aranha te picar, dela subir em você com aquelas patas peluladas.

Garanto que teve gente que até se arrepiou agora em imaginar uma aranha subindo na sua perna.

Mas percebe que isso não existe no presente?

É por isso que quando começamos a escrever o que precisamos para ser felizes e notamos que algumas coisas já estão ao nosso alcance sentimos medo.

No fundo sentirmos medo daquilo no fim não ser a resposta para nossa felicidade.

Então evitamos, pois se evitarmos ainda existe esperança para felicidade.

13. Quem poderia me dar um bom conselho neste assunto?

Quem poderia me dar um bom conselho neste assunto?

Todas essas reflexões que você está fazendo através das perguntas que eu estou te entregando gerará mais perguntas ainda.

E nem sempre você encontrará a melhor resposta para elas sozinho.

Por isso essa pergunta foi e continuará sendo fundamental para mim.

Quem poderia me dar um bom conselho neste assunto?

Normalmente quando temos um problema ou uma situação recorremos a um amigo, ao pai, a mãe, em geral a alguém próximo, que nos sentimos confortáveis em compartilhar aquela dúvida ou situação.

Mas o que percebi muito novo é que eu estava pedindo conselhos para pessoas erradas.

Como posso esperar um bom conselho sobre dinheiro de alguém que não tem ou não sabe administrar dinheiro?

Como posso esperar um bom conselho sobre relacionamento se essa pessoa não tem um bom relacionamento?

Muito novo eu entendi que a pessoa que eu pedia conselhos precisava ser uma pessoa com histórico, com resultados comprovados naquele assunto.

E quanto mais tempo ela tinha de resultados naquela área, mais certeiro seriam seus conselhos.

Então comecei a parar de perguntar sobre dinheiro para meus pais e amigos, eles não tinham.

Quando vi onde meus professores chegaram, larguei curso técnico e faculdade, afinal eles estão me ensinando algo, é porque eles já sabem, se já sabem e vivem essa realidade, no máximo quando eu souber eu vou atingir o nível deles.

Sei que pode parecer um pouco radical e sei que tem suas excessões.

Mas colocar estes filtros nos meus ouvidos para só ouvir quem já chegou lá fez uma diferença incrível na minha vida.

E por isso eu quero que você se pergunte:

Quem você está escutando?

Para quem você tem pedido conselhos?

Respondido isso, você pode ir para a 14ª das 20 perguntas…

14. Quem eu posso modelar para conseguir ______?

Qual pessoa eu posso modelar para conseguir independência financeira?

Existe alguém que eu possa modelar para conseguir ser um empresário bem sucedido?

Quem seria uma possível pessoa para eu modelar e conseguir rodar este projeto?

Quem eu posso modelar para conseguir ser mais autoconfiante?

E por aí vai, preencha o espaço como quiser.

Mas entenda que quando digo modelar não é ser uma cópia da pessoa, ser um copycat, um imitador.

Modelar significa entender os fundamentos e replicá-los em sua realidade.

Quando eu li Tim Ferriss por exemplo, eu não sai escrevendo um livro Trabalhe 4 horas por Semana e imitando tudo que ele fazia na vida dele.

Quando eu li eu entendi que ele trabalha com marketing digital e no mesmo dia que acabei o livro comecei a ler um livro sobre marketing digital.

Eu percebi que o Tim Ferriss lia muito, então comecei a ler muito também.

Percebi que ele testava tudo que aprendia muito rápido, comecei a por em prática tudo que aprendia também.

Isso é modelar.

Eu nem sabia que estava modelando pessoas de sucesso, ou que isso se chamava modelagem até que li o livro Poder Sem Limites do Tony Robbins.

Quando eu li sobre modelagem eu fiquei maluco.

Eu escrevi tudo que queria conquistar, encontrei as pessoas que alcançaram aquilo e comecei a acompanhar elas em todos lugares.

Li todos os livros delas, escutei todas as entrevistas e podcasts.

Tudo o que a pessoa produzia e consumia fervorosamente.

O que não funcionava eu descartava e o que funcionava eu ia adaptando para minha realidade.

Em pouco tempo eu nem parecia mais eu, e eu fiquei feliz por isso, pois aquela versão que era eu não iria muito longe, agora essa nova eu sabia que ia.

15. Qual o 80/20 disso? (75% – 20 Perguntas)

Em outras palavras:

Como posso simplificar mais isso?

Qual o 80/20 disso?

Talvez para você seja algo diferente, talvez você nunca tenha escutado sobre o 80/20.

Eu sei bem o que você está pensando, porque deve ser algo parecido com as pessoas que iam trabalhar na minha empresa.

Lá nós nos perguntavamos isso todos os dias, inúmeras vezes ao dia.

E não só entre os líderes, mas perguntávamos frequentemente para nossos colaboradores.

E quando eles não sabiam o que significava, a gente traduzia.

80/20 é a lei de pareto que diz que 80% do nosso resultado é gerado por 20% do nosso esforço.

Algumas vezes 99% do nosso resultado é gerado por 1% do nosso esforço. Outras 60% por 40%.

Mas estranhamente o 80/20 normalmente está nesta proporção.

Seja o que for, sempre haverá um 80/20.

De qua maneira consigo ganhar mais dinheiro?

Como consumir mais conteúdo de qualidade?

Qual a melhor forma de ser mais produtivo?

Sempre haverá um 80/20 em tudo que você fizer.

Vou repetir:

Sempre, em tudo que fizer.

16. O que está no meu controle e o que não está nessa situação?

“A principal tarefa na vida é simplesmente isso: identificar e separar as coisas para que eu possa dizer claramente a mim mesmo quais são as coisas externas que não estão sob meu controle e quais têm a ver com as escolhas que eu realmente controlo. Onde procuro o bem e o mal? Não para coisas externas incontroláveis, mas dentro de mim para as escolhas que são minhas … ”  

Esta é uma passagem de um dos discursos de Epicteto.

E este discurso tem tudo a ver com essa pergunta eu faço todo santo dia:

O que está no meu controle e o que não está nessa situação?

Porque é muito fácil perder tempo tentando mudar aquilo que não podemos controlar.

E essa pergunta talvez seja a pergunta que melhor demonstra o estoicismo na prática.

Eu gosto muito do modelo de William Irvine que ele explica em seu livro O Guia da Boa Vida: A Antiga Arte Estóica da Felicidade.

Aquilo que controlamos ele chama de alta influência, ou seja, nós podemos influenciar diretamente como nossas escolhas conscientes e nossas ações.

Aquilo que não controlamos, mas podemos influenciar parcialmente como: nossa saúde, nossos relacionamentos, nossa prosperidade, nossos resultados.

E por último aquilo que não controlamos nem conseguimos influenciar de forma significativa, como: o tempo ( se está chovendo ou fazendo sol), as notícias, o passado, o que as pessoas pensam, a economia, a política.

Você percebeu como existem muito mais coisas que estão fora do nosso controle do que as que estão no nosso controle?

Por isso você precisa prestar muita atenção no que está diretamente sobre sua influência e colocar mais energia nisso.

Agora, vamos para a pergunta 17ª das 20 perguntas:

17. Do que eu preciso abrir mão?

Poucas pessoas gostam de abrir mão de algo, a maioria evita isso a todo custo.

Mas a verdade é que você está a cada momento abrindo mão de algo.

Neste exato momento ao ler este post, você abriu mão de escutar uma música, de meditar ou de até de ler um livro.

Você abriu mão mesmo sem perceber.

Como já dizia sabiamente Charlie Brown Jr:

“Cada escolha uma renúncia. Isso é a vida.”

Invariavelmente você abrirá mão, a única diferença é que você pode fazer isso conscientemente ou inconscientemente.

Mas o problema de ser inconscientemente é que você provavelmente acabará abrindo mão de algo valioso sem perceber.

Por isso é melhor abrir mão conscientemente.

E se você tem dificuldade para abrir mão eu recomendo que você escute o episódio #009 Essencialismo: A arte de dizer não do podcast Vida Lendária.

Lá eu dei diversas dicas de como filtrar aquilo que é importante daquilo que não é.

Mas vou te dar uma amostra do que é o essencialismo e como ele pode te ajudar a responder esta pergunta.

Existe uma frase que eu mandei fazer um quadro para deixar do meu lado, para todos os dias quando eu precisar tomar uma decisão eu olhar para ela, ela diz:

“Se não for um sim óbvio, então é um não óbvio.”

Esse tem sido um norte para mim há anos e me ajuda muito a tomar decisão do que abrir mão.

E com isso respondido, chegamos na 18ª das 20 perguntas:

18. Se ______ morresse hoje, você se arrependeria de não ter feito algo?

Substitua esse espaço por pessoas que você ama.

Se sua esposa, se seu esposo morresse hoje, você se arrependeria de não ter feito algo?

Caso sua filha ou filho morresse hoje, você se arrependeria de não ter feito algo?

Se sua pai morresse hoje, você se arrependeria de não ter feito algo?

E se sua mãe morresse hoje, você se arrependeria de não ter feito algo?

Bom, você entendeu a ideia.

“Nossa Alan, que fúnebre!”

Eu sinceramente achava que era o único maluco que me fazia essas perguntas até descobrir que é uma pergunta que os antigos estoicos já se faziam.

Pode até parecer tortura, mas não é.

A morte é uma grande aliada para revelar as coisas que realmente importam.

As pessoas que vivenciam experiências de quase morte sempre retornam com um ponto de inflexão em suas vidas.

Aquela experiência normalmente transforma totalmente a forma como vivem.

E às vezes isso acontece quando perdemos alguém próximo.

Quando minha mãe quando perdeu minha avó por exemplo, começou a demonstrar mais seus sentimentos. Pois ela nunca disse para a própria mãe que a amava e isso doeu muito nela.

Mas talvez se ela tivesse feito esse exercício, ela teria falado.

Prosseguindo, chegamos na penúltima das 20 perguntas:

19. Se você soubesse que hoje seria seu último dia de vida, você estaria fazendo a mesma coisa que está fazendo hoje?

Essa pergunta eu li em um livro que se chama A Cabeça de Steve Jobs.

Nesse livro, eu lembro de ter lido que, segundo Jobs, caso a resposta para essa pergunta fosse frequentemente um “não”, ou seja, “eu não estaria fazendo a mesma coisa hoje se hoje fosse meu último dia”, ele mudaria o que estava fazendo.

E eu acredito que essa é uma das perguntas que nos faz compreender se faz sentido o que estamos fazendo.

Inclusive no latim existe uma expressão chamada Memento Mori.

Ela significa: “lembre-se de que você é mortal.”

E não é só das pessoas importantes que você precisa refletir, mas também sobre você mesmo.

O próprio Marco Aurélio tem uma frase que define bem esse exercício:

“Pense em você como alguém que morreu. Você viveu sua vida. Agora, agarre os dias que sobraram e viva-os de maneira adequada. Aquele que não transmite luz cria sua própria escuridão.” – Marco Aurélio.

Similar à pergunta 19, vamos para a última das 20 perguntas:

20. Se eu morrer hoje, pelo que eu gostaria de ser lembrado? (100% – 20 Perguntas)

Em um processo de coach que fiz em 2017, uma das atividades era fazer um necrológio sobre minha própria morte.

Necrológio é um elogio, uma nota de agradecimento por alguém que partiu.

A ideia era eu escrever da visão de alguém sobre como vivi minha vida e como impactei a vida dessa pessoa.

Eu sinceramente achei um exercício bem estranho, mas eu estava pagando caro pelas sessões de coach e não tava afim de desperdiçar dinheiro, então resolvi escrever.

No segundo parágrafo a garganta começou a incomodar, estava segurando o choro a cada frase.

E sabe o que é mais louco?

Eu resolvi ler ele de novo aqui antes de escreve este post e confesso que apesar de ter escrito ele há quase 4 anos atrás eu me emocionei muito ao ler ele.

E sabe o porquê?

Porque eu escrevi nele exatamente o que eu gostaria que as pessoas mais importantes para mim se lembrassem após a minha morte.

E hoje se eu partisse, tenho certeza que elas falariam algo como o que está escrito ali.

Algo que 4 anos atrás não seria verdade, mas por ter consciência de como eu gostaria de ser lembrado eu comecei a trabalhar para ser lembrado desta forma.

E você, pelo que gostaria de ser lembrado?

Essas foram as 20 perguntas que podem transformar sua vida.

Se elas te ajudaram de alguma forma, compartilhe esse post para outras pessoas poderem conhecer essas 20 perguntas também.

Este post foi escrito com base no episódio #012 O Poder de Fazer Perguntas / Parte 2 do podcast Vida Lendária e você pode ouvi-lo agora clicando aqui.

Continue Lendo

Mais >